Depois de tanto tempo ausente do blog, aparentemente, só o Zotero me faria regressar e logo para dar boas notícias. Este programa, de que não me canso de gabar as qualidades, tinha um "defeito" central para os utilizadores portugueses: não era compatível com o catálogo da BN. A questão até não passava propriamente por um erro do Zotero, mas sim pela forma como a linguagem MARC (de forma simplificada, a linguagem que serve para estruturar a informação nos catálogos de pesquisa bibliográfica) foi implementada em Portugal e pela forma como o layout da Porbase foi construído. Diferindo da forma como os mesmos foram aplicados noutros países, quem fez o Zotero inicialmente olhou apenas para os casos que lhe estavam mais próximos e daí a incompatibilidade.
Depois de ter andado a batalhar com o código do programa, com resultados funcionais mas muito duvidosos, decidi recorrer à ajuda do grupo de informáticos responsáveis pelo desenvolvimento do Zotero. A resposta foi impecável e no espaço de uma semana, após algumas trocas de mails e alguns testes, o Zotero ficou compatível não só com a BN, mas também, em princípio, com todos os sites portugueses que usam o mesmo tipo de catálogo na net. Digo em princípio porque não tive tempo de testar em todos, mas na BN, na Biblioteca Municipal de Lisboa, na Biblioteca Municipal do Porto e na Biblioteca da Gulbenkian o Zotero é agora compatível, tanto no modo de resultados de pesquisa (permitindo importar vários registos bibliográficos em simultâneo), como no modo de registos individuais.
É mais uma ajuda para quem faz da pesquisa de informação na Internet um meio fundamental de auxílio na investigação.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Encontrar História na Internet
Pesquisar informação de forma eficaz, produtiva, é não só uma das principais competências que devem ser adquiridas pelo estudante de História, como, no mundo globalizado de hoje, é um dos indicadores fundamentais para aferir o que a Unesco define com "literacia informativa". Ou seja, o desenvolvimento das capacidades requeridas para encontrar informação ou aceder, com proficiência, ao conhecimento, em especial, através da Internet, deve ser um aspecto fundamental da formação dos indivíduos.
Contudo, mesmo com o auxílio dos potentes motores de pesquisa existentes - e quem é que ainda não abriu um para tentar, quanto mais não seja por mera curiosidade, encontrar o seu nome na teia de nós e ligações que forma a WWW - por vezes, a tarefa afigura-se como "encontrar uma agulha num palheiro" tal é a quantidade de ruído devolvida pelo eco do Google, para citar a mais usada dessas ferramentas de exploração da Internet. A História não é excepção e, por vezes, tentar encontrar dados sobre um determinado acontecimento, sobre uma certa conjuntura ou sobre uma análise histórica, tenha sido distribuída através de um site, de um artigo ou de um livro, sem despender longas horas em frente a um monitor é, em boa medida, fruto do acaso.
Com este texto e as sugestões que dou a seguir não pretendo transformar-me em Teseu e resolver o mistério do labirinto da Internet, mas talvez em mero ajudante de Ariadne, contribuindo para tecer o novelo, chamando a atenção, por exemplo, que o próprio Google tem muito mais para oferecer do que o simples "I'm Feeling Lucky" da sua página principal. Para o curioso, o estudante e o investigador da História, as várias ferramentas desenvolvidas pela equipa do Google nos últimos anos oferecem um mundo de possibilidades, algumas óbvias, outras nem tanto. Mas existe muito mais na Internet para além do gigante das pesquisas e para tipos de dados muito variados, apresentados em texto ou em imagens, existem sites onde uma pesquisa mais atenta pode dar excelentes resultados. Por agora ficam apenas alguns exemplos que vão da pesquisa de livros, a artefactos de museu, por vezes recorrendo a sites "improváveis" ou passando por portais especializados na gestão de informação. Por fim, quando o que se procura já não está disponível, pois também isso é frequente ocorrer na Internet, podendo considerar-se como uma das suas principais desvantagens, é sempre possível recorrer a uma "máquina do tempo" disponibilizada pelo projecto "Internet Archive".
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Librarians' Internet Index
Intute: Arts and Humanities
Contudo, mesmo com o auxílio dos potentes motores de pesquisa existentes - e quem é que ainda não abriu um para tentar, quanto mais não seja por mera curiosidade, encontrar o seu nome na teia de nós e ligações que forma a WWW - por vezes, a tarefa afigura-se como "encontrar uma agulha num palheiro" tal é a quantidade de ruído devolvida pelo eco do Google, para citar a mais usada dessas ferramentas de exploração da Internet. A História não é excepção e, por vezes, tentar encontrar dados sobre um determinado acontecimento, sobre uma certa conjuntura ou sobre uma análise histórica, tenha sido distribuída através de um site, de um artigo ou de um livro, sem despender longas horas em frente a um monitor é, em boa medida, fruto do acaso.
Com este texto e as sugestões que dou a seguir não pretendo transformar-me em Teseu e resolver o mistério do labirinto da Internet, mas talvez em mero ajudante de Ariadne, contribuindo para tecer o novelo, chamando a atenção, por exemplo, que o próprio Google tem muito mais para oferecer do que o simples "I'm Feeling Lucky" da sua página principal. Para o curioso, o estudante e o investigador da História, as várias ferramentas desenvolvidas pela equipa do Google nos últimos anos oferecem um mundo de possibilidades, algumas óbvias, outras nem tanto. Mas existe muito mais na Internet para além do gigante das pesquisas e para tipos de dados muito variados, apresentados em texto ou em imagens, existem sites onde uma pesquisa mais atenta pode dar excelentes resultados. Por agora ficam apenas alguns exemplos que vão da pesquisa de livros, a artefactos de museu, por vezes recorrendo a sites "improváveis" ou passando por portais especializados na gestão de informação. Por fim, quando o que se procura já não está disponível, pois também isso é frequente ocorrer na Internet, podendo considerar-se como uma das suas principais desvantagens, é sempre possível recorrer a uma "máquina do tempo" disponibilizada pelo projecto "Internet Archive".
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